terça-feira, setembro 29

Resumo 2


OS VENCIDOS

Pico


Apesar do esquecimento e do desinvestimento...
Apesar de desinteresse e desconhecimento...
Apesar do desprezo regional...
Apesar do centralismo nacional e do egocentrismo micaelense...
É bom lembrar que aqui também é PORTUGAL!!!
(não só em tempo de eleições)

segunda-feira, setembro 21

Eficácia!!!



A grande obra foi lançada...para melhorar as condições de circulação e anular os acidentes provocados pela coexistência autorizada, de veículos e animais na via.
Dois anos de grandes incómodos para os automobilistas, onde se incluem suspensões partidas, pneus furados e vidros partidos...
Vinte milhões enterrados...
Supostamente a melhor via do arquipélago, com passagens superiores e corredores laterais para animais...
Menos de 1 mês depois de aberta...é o que se vê!!!


terça-feira, setembro 1

Responsabilidade



"Não gosto de perder...prefiro fazer batota"
"Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira”


A mandatária do PS para a juventude TEM CARACTER e vê-se que é uma jovem responsável.
A mensagem é coerente com o líder do PS: muito show off...o que interessa é a imagem...o conteúdo é pouco relevante.
Neste caso o caracter não interessa...um palminho de cara e umas pernas divinais, potenciadas pelas invariáveis mini saias, abrem portas que quem trabalha árduamente e não nasceu em berço de ouro, jamais chegará perto.

Vergonha Regional




Vergonha é o mínimo que se pode dizer do desprezo e abandono a que estão votados dois dos principais símbolos da insularidade e história do canal.
Calheta e Espalamaca, jazem no cais da Madalena, transformando-se rapidamente em pó e apagando-se das memórias.
O desejo e necessidade, por ventura secular de atravessar o canal, tomou forma durante décadas nestas embarcações, que fizeram parte da vida de tanta gente.
Com bom tempo ou com maresias ciclónicas, diariamente ligaram as ilhas, participando de forma decisiva na aproximação pessoal, profissional, económica, familiar e até sanitária….
As “lanchas do Pico” são um marco indelével na história marítima do canal e dos Açores, que só agora, décadas mais tarde os senhores centralistas/capitalistas de S.Miguel perceberam a essência…que num arquipélago não se deve aumentar a solidão da insularidade e sim fomentar inclusão entre as ilhas.
Só agora, acordaram para a mais valia do transporte marítimo inter-ilhas, embora o façam mal pois desvalorizam e esvaziam o berço dessa mais valia (o canal Faial-Pico), subjugando-o a outros interesses.
Bem, mas voltando ao princípio:
Por todo país, e até na região, se tenta preservar os marcos históricos para memória futura. Há museus de transportes, dos coches, do carro eléctrico, da marinha…
Mas aqui no canal, a essência dos transportes marítimos inter-ilhas, apodrece…
Com tantos milhões (pelos vistos mal) gastos nos novos navios da Atlânticoline
Com os milhões decorrentes de erros e derrapagens na sua construção…
Com salários desproporcionalmente chorudos dos gestores (incompetentes) dessa empresa…
E não há uns tostões para se preservar a Calheta, a Espalamaca e se calhar outras embarcações da história do canal?
Quanto mais tempo passar, mais degradadas ficam e mais cara e difícil será a sua recuperação.
Apesar do tempo perdido, ainda é possível, ainda não se chegou ao ponto de não retorno…mas não falta muito.
Aposto que se uma das ilhas do canal fosse S. Miguel, há anos que já existiria um mega projecto de recuperação e projecção das embarcações e história dos transportes marítimos no canal…provavelmente até ficariam nas portas do mar, que nesse caso teriam um orçamento de 100 milhões e não de 50.
Está na hora de se fazer alguma coisa…
Está na hora de se olhar e cuidar do património e história marítima do canal…
Está na hora de pelo menos recuperar e conservar a Calheta e a Espalamaca…
Só espero que não as levem para S. Miguel…

segunda-feira, agosto 24

Haja Vergonha na Cara



Não vejo slogan mais apropriado para quem coloca Costa Neves como concorrente por Castelo Branco!!!
Certamente que tal indigitação não partiu por sugestão das pessoas de Castelo Branco, que muito provavelmente nem sabem quem é Costa Neves...
Por isto faz todo sentido (?) afirmar "Ouvimos os Portugueses"!!! (talvez excepto os Albicastrenses).
E mais sentido faz recomendar "façam política com as pessoas"...(mas só com as que eu quero)
Politiquices lamentáveis.
É por estas e por outras que orgulhosamente voto branco...ou nem voto!!!

Quem é este senhor?




É o que devem estar a pensar os Albicastrenses...
O que é que Costa Neves tem a ver com Castelo Branco?
Ele que sempre se referenciou como Açoriano e defensor dos Açores, tem agora uma segunda pátria...uma segunda paixão?
Que se saiba a ligação de Costa Neves com Castelo Branco é nula!!!
E ao que parece a relação é recíproca!!!
Então e o homem não se retirou da cena política Açoreana para descansar?
Reaparece agora em Castelo Branco!!!
Só falta fazer como os futebolistas no dia da assinatura de contrato, e dizer que desde pequenino que se considera Albicastrense...
Haja Vergonha

domingo, agosto 23

A Palhaçada Continua



Depois da palhaçada governamental com a construção dos navios...
Depois da palhaçada anual com os sucessivos atrasos no início das épocas de carreiras marítimas inter-ilhas.
Depois da palhaçada do Viking...
Continua a palhaçada com claro caos, incompetência e má gestão nos horários...
Má programação de viagens em desacordo com os esperados picos de fluxo para cada ilha, de acordo com as suas festas de verão...
Péssima programação de horários, condicionando barbaridades em termos de deslocação entre as ilhas do grupo central.
Falta de rigor absoluto e de auto-avaliação na elaboração dos horários (Como é possível estar previsto e escrito uma hora de chegada a um porto igual à hora de saída?)
Alterações de circuitos e escalas, em cima da hora e sem aviso.
Adiamento inexplicável de viagens provocando óbvios transtornos aos utentes
Comunicação errónea aos utentes, de alterações de horário, provocando o não embarque desses passageiros.
Venda de bilhetes para viagens cujo navio já zarpara
Completa desarticulação com as agências de viagens e outros vendedores de passagens
Depois de tantas outras palhaçadas que condicionam certamente a boa imagem da empresa e dos Açores, e condicionam concerteza a falta de rigor económico e absurda gestão...
Depois de tanta palhaçada...continuam os mesmos palhaços.

Milhões ao Fundo




Ao que foi noticiado, o aluguer do navio Vicking custou à região 2,2 milhões de euros.
Como , depois dos sucessivos atrasos, resta um mês e meio de utilização, significa que nos vai custar mais de um milhão por mês!!!
É o preço da má programação e má gestão da época marítima nos Açores.
Mas diga-se que por este preço merecíamos no mínimo um navio da Royal Carabean.

sexta-feira, agosto 21

País da Felicidade



Acabou a recessão para o nosso país!!!
Que felicidade...
Apesar dos despedimentos aumentarem, do número de desempregados ser o maior desde 1980, apesar das falências não pararem, apesar do poder de compra a diminuir e do número de pobres no nosso país, ser preocupante...
Apesar destes sinais evidentes, o nosso Primeiro anuncia alegremente que acabou a recessão!!!
Não bastava dizerem há uns tempos que a crise não era preocupante e que não teria impacto em Portugal, agora vem dizer que a crise acabou!!!
Somos um país feliz...fomos os últimos a entrar em recessão e os primeiros a sair!!!
Basta um parâmetro favorável para o Primeiro ficar feliz e apregoá-lo...ao contrário, quando inúmeros outros indicadores são desfavoráveis, prefere desvalorizar...

Eleições à Porta...

O Hospital de Angra inaugurou ontem dois novos equipamentos de radiologia, que representam um investimento de um milhão de euros. É agora possível criar um arquivo digital e trabalhar em rede, quer dentro do hospital como com outras ilhas.
Diário Insular - 21-08-2009
O novo RX funciona já desde há 1 ano, e o TAC trabalha desde Abril...porquê só agora são alvo de inauguração com comunicação social para dar cobertura institucional à propaganda política pré eleitoral ???

Assimetrias



Governo pode recorrer a Tribunal: Combustíveis contaminados no aeroporto de Ponta Delgada
Correio dos Açores - 21 Agosto 2009


A Secretaria da Economia transmitiu ontem orientações à SATA para avaliar juridicamente quais os prejuízos que a companhia aérea açoriana tem vindo a ter face à não existência de combustível nas melhores condições nos tanques de abastecimento do aeroporto João Paulo II, para que venha a accionar “os mecanismos legais com vista a ser ressarcida dos mesmos”.
Para além do mais, o executivo açoriano garante que “já disponibilizou o navio “EBERHART ESSBERGER”, fretado para o transporte marítimo de combustíveis inter-ilhas, para colaborar nas operações que se entenderem necessárias”

Há umas semanas quando o mesmo aconteceu na Horta, não vi fretamento de navio tanque...não vi inquéritos de responsabilidades...não vi avaliação de prejuízos...não vi desencadeamento de mecanismos legais...aliás nem sequer vi qualquer nota da Secretaria da Economia ou qualquer outra, o que denota bem a falta de preocupação e de consideração para com os habitantes e eleitores das ilhas de baixo. Nem sequer em época de eleições!!!

terça-feira, julho 21

SATA Air Açores???




Neste caso, e apesar do péssimo serviço, o conceito de Serviço Público da SATA e da RAA, custa 175 Euros entre S. Miguel e Terceira...quase que dá para ir a Lisboa!!!

SATA Air S.Miguel



Lamentavelmente…SATA Air S. Miguel
Lamentavelmente no passado dia 3 de Julho tinha de estar em S.Miguel, por motivos profissionais às 10:30h e embora o voo da Sata Air Açores(?) entre Terceira e S.Miguel fosse às 8:00, só saiu às 20:10
Lamentavelmente saí de casa às 6:30 e só cheguei ao destino (que não é do outro lado do mundo!) às 21:00
Lamentavelmente o aeroporto de Ponta Delgada esteve fechado durante a manhã, devido ao intenso nevoeiro e por isso os aviões da SATA Air Açores(?) não saíram de S.Miguel
Lamentavelmente oito ilhas, onde até fazia sol e o céu tinha tons de azul, ficaram isoladas, porque a frota da SATA Air Açores(?) está concentrada numa só ilha.
Lamentavelmente parte significativa de actividades económicas, sanitárias, sociais/familiares e até talvez políticas foram anuladas ou alteradas durante o dia referido, porque a frota da SATA Air Açores(?) está concentrada numa só ilha.
Obviamente que a SATA Air Açores(?) não é responsável pelas condições atmosféricas no arquipélago…mas lamentavelmente é responsável por opções e políticas de teor centralista e claramente contrárias à evidência técnica e até económica.
Lamentavelmente que nessa manhã as ligações de e para S.Miguel não poderiam ser realizadas, mas obviamente que a pernoita de um avião (que não o dornier) no grupo central permitiria que as ligações entre Terceira – Faial – Graciosa – S.Jorge – Pico – Flores e Corvo, pudessem ter sido iniciadas nessa manhã com transtornos menores para estes passageiros, e nulos caso a base da frota da SATA Air Açores(?) fosse na Terceira como recomenda a evidência geográfica.
Ora, se a evidência geográfica de a Terceira ser a ilha mais central do arquipélago já existe há milhões de anos e se existem e existiram ainda antes do que em S.Miguel as infra-estruturas necessárias à operação aeroportuária…lamentavelmente não se compreende quais os critérios da centralização de toda a frota numa ilha que fica no extremo do arquipélago, e a deslocalização da placa giratória das ilhas para esse extremo.
Se são critérios economicistas e de rentabilização dos recursos actualmente existentes em S. Miguel, então é lamentável que ao longo dos anos a SATA Air Açores(?) tenha contrariado a evidência geográfica e da optimização de recursos já existentes, e tenha investido alarvemente em infra-estruturas físicas e humanas, numa ilha geográficamente periférica e consequentemente desaconselhável.
Se esse investimento assimétrico, desproporcional e contra natural numa ilha periférica do arquipélago, tem por fundamentação critérios de mercado, baseados na expansão da SATA Internacional, então é lamentável a subjugação da SATA Regional à SATA Internacional, traduzindo-se na subjugação de uma frota que serve todas as nove ilhas, a uma frota que serve quase exclusivamente uma só ilha.
Neste caso, lamentavelmente então perdeu-se a essência da empresa e do serviço público açoriano e a SATA já não é Açores…é simplesmente S.Miguel.

quinta-feira, julho 16

É preciso ter lata



Governo mantém confiança na administração da Atlânticoline
Açoriano Oriental 2009-07-16

"...falando aos jornalistas à saída de uma audiência com a nova administração da Transinsular, Vasco Cordeiro afirmou a sua confiança na administração da Atlânticoline e na forma como ela tem gerido, quer os constrangimentos na vinda do segundo navio para o transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores, quer a política de comunicação sobre esta matéria."
Ano após ano a temporada da Açorline é catastrófica...os navios nunca chegam a tempo...as avarias sucedem-se...os horários apenas satisfazem aos micaelenses que querem ir passar o fim-de-semana a Santa Maria...a construção de navios foi o que se viu...no entanto a incompetência é premiada!!!
Quem premeia incompetência só pode ser naturalmente incompetente!!!

Está na hora...


Deste Senhor ir para a RUA

sábado, julho 11

Palhaçada!!



António Raposo aposta na credibilidade do transporte marítimo
Correio dos Açores
A Atlanticoline pretende devolver a credibilidade dos açorianos nos transportes marítimos de passageiros. Quem o defende é o presidente do conselho de administração desta empresa, António Raposo...

sexta-feira, julho 10

Palhaçada!!!

Atlanticoline apresenta novo navio
Açoreano Oriental 2009-05-20
A Atlanticoline anunciou esta quarta-feira que fretou navio "Viking" para operar na Região durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro.
De acordo com comunicado da empresa, o navio encontra-se nos estaleiros de Dover, em Inglaterra, para a sua adaptação à operação nos portos da Região, estando previsto começar a navegar no dia 22 de Junho.



Viking só começa a navegar nos Açores a 11 de Julho
Açoriano Oriental 2009-06-16
A Atlânticoline só vai começar a operar nos Açores com o seu segundo navio, o Viking, no próximo dia 11 de Julho.
A justificação para a chegada mais tardia do navio são as "questões relacionadas com a intervenção que se afigura necessária à operação do navio Viking nos Açores, a qual está já a decorrer", informou a Atlânticoline em comunicado de imprensa.


Navio Viking apenas começa a operar a 13 de Julho
Açoriano Oriental 2009-07-07
A operação de transporte marítimo de passageiros entre as ilhas dos Açores sofreu mais um contratempo, tendo a Atlânticoline anunciado que o segundo navio apenas começará a operar a partir de segunda-feira, dois dias depois da data prevista.
O navio deveria ter começado a operar a 22 de Junho, mas a data foi impossível de cumprir devido à necessidade de realizar adaptações, surgindo agora um novo adiamento devido a um acidente que envolveu o piloto que deveria trazer o navio desde Liverpool para Ponta Delgada.


Viking em risco de não chegar aos Açores

Açoriano Oriental 2009-07-10
O Viking, o segundo navio com que a Atlânticoline pretendia operar nos Açores este Verão, pode nem vir este ano.
Em causa está uma fissura de 30 centímetros no tanque de combustível de longo curso, que passou despercebida às duas entidades internacionais que inspeccionaram o navio e só foi detectada quando se encheu o tanque para o navio fazer a viagem entre o porto inglês de Liverpool e Ponta Delgada.

sexta-feira, junho 5

Campanha Eleitoral


Ponta Delgada Capital?





Ponta Delgada Capital?
Estupefacção, Indignação, revolta, desprezo, desrespeito e uma imensidão de outros sentimentos me assaltaram quando sentado a bordo da SATA internacional, peguei na revista de bordo para saciar a saudade das ilhas, que já não via há um mês!
Alvos da minha fúria?
Uma jornalista(?) de nome Teresa Violante, o corpo redactorial da revista “Azorean Spirit” e claro a SATA.
Em plena revista “Azorean Spririt” ou seja o Espírito Açoriano, um atentado a esse mesmo espírito insular em detrimento do egocentrismo de sempre.
Neste magazine que deveria ser de promoção e exaltação insular, o espírito das ilhas é várias vezes subjugado ao erro (premeditado?) de considerar Ponta Delgada como “capital do arquipélago”, “centro da vida açoriana”.
A autora do texto, perde toda a credibilidade ao usar um conceito que anula na sua génese todo o espírito Açoriano…ou seja, Teresa Violante por certo não é Açoriana e não captou mínimamente o espírito que descreveu, sendo portanto um texto vazio, sem qualquer sentimento e verdade, apenas palavras bonitas.
Ou então Teresa Violante sendo insular, não merece o título de Açoriana e deve reduzir-se a caracterizar-se como tão simplesmente Micaelense.
O corpo redactorial da revista, ao permitir tamanho atentado, assume a mediocridade do seu pasquim, reduzindo-o a menos que panfleto publicitário rasca distribuído junto a semáforos e estacionamentos.
A barbaridade escrita e publicada está ao nível do egocentrismo americano que pensa que Portugal é uma das regiões de Espanha ou dos equívocos de quem não sabe em que continente fica Lisboa!
À SATA, o meu desprezo por:
Para além da revolução de horários de voos inter-ilhas, que canaliza ao máximo todo o tráfego para S. Miguel, por consonância e conveniência da SATA internacional e não dos utentes das “outras ilhas”…
Para além dos preços exorbitantes que pratica cá dentro em comparação com o charme que distribui na Madeira por exemplo…
Ainda usa material de propaganda vergonhosamente inverosímil e parcial!
E nós que ainda ficamos chateados por os continentais nem saberem quantas ilhas tem os Açores…se a própria transportadora regional fomenta e divulga estas ideias centralistas.
Acham que estou a exagerar e a ser bairrista? Acho que não. Eu próprio tenho calado certas injustiças por pensar que é coincidência, mas começo a acreditar na teoria da conspiração…senão vejam:
Alguma vez isto aconteceu ao contrário? Alguma vez viram escrito por engano “Horta capital dos Açores” ou “Angra do Heroísmo capital dos Açores”?

Biblioteca da Horta

Ainda sobre a Biblioteca e Arquivo da Horta continuo a achar discutível o sentido estético da adaptação do edifício, sobretudo a grande superfície de betão do canto, destoando completamente das superfícies “janeladas” do próprio edifício e de todo o complexo da igreja Matriz.
Além disso continuo também a achar discutível, ter-se hipotecado a hipótese de aproveitamento e adaptação da via pública, às custas do estrangulamento provocado pela quase invasão do edifício na chamada Rua do Sporting.
A Horta começa a ter sérios problemas de estacionamento e de trânsito, potenciados pela reduzida largura das ruas internas e pela falta de boas vias de escoamento de trânsito no sentido Leste-Oeste.
Neste contexto, a “Rua do Sporting” apresentava-se como uma boa (e talvez única) possibilidade de adaptação a principal via de derivação do trânsito do centro para a parte alta da cidade, assim como para aumentar o estacionamento.
A utilização milimétrica da volumetria do edifício veio inutilizar qualquer tentativa de “melhorar” os aspectos atrás descritos.
Mais um exemplo de medidas avulsas e ausência de planeamento urbanístico rigoroso e actualizado.

domingo, março 8

Notável...



"Uma forma que posso dizer...que está dentro daquilo que poderei chamar...como hei-de dizer...real"!
Ora nem mais: é notável a dificuldade de se classificar a javardice que constitui esta obra.

sábado, março 7

Porque não te calas??


Agora vem com a história de Eutanásia Hospitalar...
Já ando farto de ouvir este senhor...
Já cheira a falso e a politiquice de sacristia...
Já ninguém o leva a sério...
Já não há pachorra...
Espero que os jornalistas lhe dêem o devido valor...um cantinho junto aos anúncios de massagens e obituário...

O "lobbie" das fraldas

Esta fixação de Artur Lima nas fraldas já começa a cheirar mal.
Com tanto tema polémico, em especial na área da saúde, o líder do CDS-PP decretou guerra às fraldas…
Pelo menos três conferências de imprensa sobre o tema levantam algumas considerações:
- O Sr. Artur Lima aparece sempre com objectos enviados por utentes desconhecidos: ou é uma garrafa de àgua suja do hospital, ou é um pacote de fraldas supostamente já fora de circulação…começa a cheirar a que, é ele próprio que arranja tais adereços, sabe-se lá se “originais” ou “ arranjados”.
- Neste caso das fraldas, não me parece que a parte prejudicada seja o utente, ao contrário do que advoga o Sr. Deputado, mas sim algum “lobbie” farmacêutico.
Antes, havia liberdade total, e arranjinhos à brava, já que quando é prescrito uma embalagem de fraldas para incontinência, não é mencionada a marca e portanto esse pormenor ficava ao critério da farmácia, havendo preços muito díspares.
No caso de lares, hospitais, centros de saúde e outras instituições que compram grandes quantidades, sem preocupação com o custo (quem paga é o estado), havia comprovadamente arranjinhos entre as farmácias/representantes e essas instituições para que se comprasse as fraldas de maior margem de lucro para a farmácia.
Isto é sobretudo rentável nas ilhas pequenas onde existe apenas uma ou duas farmácias e portanto não há concorrência nem se descobrem as “carecas”.
Com o concurso para aquisição da mesma marca de fraldas para todo o arquipélago, acaba o “dom” da farmácia é que escolher, e portanto acabam os prémios de venda, as margens superiores de lucro e as negociatas de determinados representantes.
- Que se saiba, ainda nenhum utente se queixou das fraldas
Portanto os verdadeiros prejudicados são revendedores, farmácias e eventualmente conselhos de administração de Lares, Hospitais e Centros de Saúde.
- Que se saiba, não exercendo o Sr. Deputado Artur Lima nenhuma destas funções, porque insiste em que se anule o concurso?
- Será política de baixo nível, insultando e criticando ao abrigo do bem-estar dos utentes que nem se queixaram?
- Ou será que tem algum “amigo” com a “negociata” ameaçada?
Tanta insistência neste assunto das fraldas dá para desconfiar…

domingo, março 1

Ouvi dizer que...


Fernando Nascimento, ex-coordenador do Centro de Promoção da Reconstrução das zonas afectadas pelo sismo de 1998, e recentemente nomeado para presidir à nova Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, SA., iniciou o seu mandato com a compra de novos veículos para os membros do conselho de administração!
Ora cá está...não satisfeito com o “tacho” que lhe arranjaram depois do péssimo trabalho á frente do CPR, ainda trata de gastar os dinheiros públicos em benefício pessoal...

terça-feira, fevereiro 24

Impacto Ambiental


Arte ou Mamarracho?
Pouco de arquitectura e tudo de construção civil...
Volumetria desproporcionada e desadequada...
Formas e cor completamente desinseridas...
Aspecto aberrante em relação ao edifício raiz e ao contexto urbano...
Altera a sensação de paz e harmonia do "presépio" citadino...
Agride a vista...
...por consequência voto em "MAMARRACHO"

Biblioteca e Arquivo da Horta



A carência era tanta que os faialenses adoptaram a postura de “a cavalo dado não se olha o dente”!
Quero eu dizer que depois de tanto tempo e de tanta falta ter feito um espaço condigno, os faialenses rejubilaram com a nova biblioteca e arquivo.
Apesar dos efectivos benefícios e das inolvidáveis oportunidades culturais que este espaço trás, gostaria de lembrar alguns pontos:
- As antigas instalações da Biblioteca e Arquivo da Horta eram perfeitamente degradantes e impróprias, por isso este novo espaço não é uma dádiva do Governo...é uma obrigação!
- A necessidade deste espaço condigno na Horta foi manifesto há aproximadamente 20 anos. Entretanto foram já edificados centros culturais, restaurados teatros e inaugurados complexos multiusos por todas as ilhas, por isso este novo espaço não é uma bandeira do Governo...é a diminuição da injustiça!
- O projecto tem mais de 15 anos, as obras começaram há mais de 10 e só agora chegou ao fim! Nem portos, nem aeroportos, nem hospitais, nem vias rápidas, nem Portas do Mar levaram tanto tempo a construir!
O que se passou? Quantos milhões foram entretanto sendo previstos e desviados dos orçamentos dos governos? O projecto com mais de 15 anos, continua bem dimensionado e adequado às novas realidades e exigências sociais e tecnológicas dos Faialenses?
- É como digo, apesar da aparente aceitação (potenciada pela fome!) continuo a achar que este processo foi vergonhosamente mal conduzido: pela demora, pela injustiça do investimento desarmonioso nas várias ilhas e pela provável desactualização.
Sabe mal...sabe a migalha...sabe a gato por lebre!

sexta-feira, fevereiro 13

Carta da Saúde

A apresentação da carta da saúde prometida há vários anos, ainda não tem data definida.
A sua publicação segundo o titular da saúde, em declarações ao AO está, dependente do Plano Regional do sector. Um documento que deverá ser conhecido no segundo trimestre deste ano.
A carta da saúde visa garantir um maior rigor ao nível do investimento, assim como, nos recursos humanos, novas tecnologias, novos equipamentos e construção ou reabilitação de novas infra- estruturas.
Açoriano Oriental 11/02/2009

A Carta da Saúde elaborada por pessoas idónias não foi ainda sequer dada a conhecer porquê?
Será porque se comprova que a região gasta mal os seus recursos de saúde?
Será porque evidencia as recentes políticas de saúde erradas?
Será que põe a descoberto a ingerência do sector político na gestão racional dos recursos de saúde, devidamente fundamentada em normas clínicas e experiência nacional e internacional?
Ou será porque recomenda medidas de rigor, naturalmente impopulares e que o poder político prefere não tomar, desbaratando assim os dinheiros públicos em troca de apoio popular?

sexta-feira, fevereiro 6

COMEÇOU A CAMPANHA PARA AS AUTÁRQUICAS



São Miguel pode vir a contar com quatro cidades
Açoreano Oriental 2009-02-06

A ilha de São Miguel pode vir a contar com quatro cidades.Depois de Ponta Delgada e Ribeira Grande, é a vez de Vila Franca do Campo e Lagoa despoletarem os mecanismos legais para a sua elevação de vila a cidade.
A iniciativa conta já com apoio partidário...

segunda-feira, fevereiro 2

EXEMPLAR

ALABOTE



Hoje vou falar bem...para variar! eh eh
Já que o blog se chama Café Puro, e adoro esses locais de tertúlia, leitura ou simples meditação, dedicarei algum tempo com avaliações muito pessoais de espaços especiais ou simplesmente interessantes.
Começo por um que considero dos melhores do Arquipélago: Alabote.
Fui lá pela primeira vez em 1998, creio eu,...e fiquei fã.
Fica na Ribeira Grande, mesmo juntinho à praia e ao mar do Norte.
A arquitectura mistura o rústico da pedra basáltica, negra e bruta, com uma certa simplicidade nas formas cúbicas de betão, e com as grandes superfícies vidradas.
Gosto do bar sobretudo no Inverno, quando há pouca gente e mau tempo lá fora...pode-se inundar a alma com a imensa luz e com a fúria do mar, isto tudo aquecido por uma boa meia-de-leite quente.
Recomendo sobretudo ao pôr-do-sol...
O restaurante mantém um ar sofisticado e moderno, e ao mesmo tempo consegue inovar alguns pratos tradicionais sempre com "materiais" regionais e apresentações delicadas.

quarta-feira, janeiro 21

MUITO BEM DITO...



"...o histórico do caso da construção do novo Hospital de Angra do Heroísmo já é longo e não pode ser apagado - mesmo que seja essa a vontade de alguns - pelas expectativas criadas e porque não basta prometer e fazer, 10 anos depois, para que fique tudo bem. É conveniente, de vez em quando e resumidamente, relembrar tal percurso:
Julho de 1998: É identificado, em relatório, a precariedade, exiguidade e inadequação de alguns sectores do actual Hospital;
Setembro de 1998: PSD reivindica a construção de um novo Hospital na Ilha;
Agosto de 2000: é publicada uma Resolução do Conselho de Governo, que determina: “considerando que o Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo atingiu agora um estado de ameaça de ruptura, por falta de instalações adequadas ao eficaz funcionamento dos diversos serviços nos edifícios actualmente existentes”, e decide “iniciar o processo que levará à construção de um novo Hospital em Angra do Heroísmo”;
Agosto de 2001: é criado um Grupo de trabalho para iniciar o processo;
Abril de 2003: Presidente do Governo afirmou “estamos a preparar o concurso para a concepção e construção do novo Hospital de Angra do Heroísmo”;
Setembro de 2003: publicada nova Resolução do Conselho de Governo, através da qual se extingue o grupo de trabalho, criando-se nova comissão à qual competiria propor “no prazo de 60 dias, a localização definitiva do novo hospital” e “no prazo de 180 dias, as etapas e iniciativas necessárias à concretização da construção do novo hospital e a dimensão e a tipologia do equipamento a construir”. Mas já não estava a ser preparado tudo isto em Abril?!
Maio de 2005: é anunciado por Domingos Cunha que “ a construção do novo hospital vai arrancar na legislatura iniciada em 2004”;
Agosto de 2005: é anunciada a localização do Hospital. Os 60 dias transformaram-se em dois anos!!
Fevereiro de 2007: o Presidente do Governo apresenta, novamente, a calendarização: “(…) abertura de propostas prevista para 16 e 17 de Maio de 2007, avaliação e escolha do concorrente para negociações até Setembro, e, em 2008, o processo de negociação até Abril, a adjudicação e o início da obra no segundo semestre e a abertura do Hospital para o 4º trimestre de 2010.”
Julho de 2008: Domingos Cunha afirma: “As obras do novo Hospital de Angra do Heroísmo vão arrancar no final deste ano.”
Setembro de 2008: Sérgio Ávila garantiu que: “O processo (…) estará concluído em Dezembro, mês em que (…) se procederá à adjudicação da Obra (…)” e salientou que “(…)o Banco Europeu de Investimentos decidiu (…) considerar este investimento elegível nas propostas de financiamento apoiadas por aquela instituição.” Facto que enalteceu ao ”assegura(r) aos concorrentes o acesso a condições de financiamento vantajosas (…) e confirmar o rigor, qualidade e a sustentabilidade do processo de construção”.
Outubro de 2008: é anunciado o adiamento da entrega de propostas, embora o Governo Regional tenha garantido o prazo de início da construção. Não era para iniciar a obra no segundo semestre de 2008? Então, como garantem os prazos?!
Estamos em Janeiro e ainda nada de adjudicação. Segundo o Secretário, deve-se à crise. Os problemas encontrados pelas empresas, nas negociações com entidades bancárias, são muitos. Mas Sérgio Ávila não afirmou, em Setembro de 2008, maravilhas a este nível, aquando da visita do Banco Europeu de Investimento à Região?!
Mais palavras para quê?!"

Carla Bretão - A União - 19/01/2009

Só um recordatório pessoal: o custo das Portas do Mar foi sensívelmente igual ao do futuro Hospital de Angra (45 milhões de euros) e todo o processo teve início anos depois do que o do referido hospital...agora que estamos em 2009, as Portas do Mar estão de pé (às moscas) e o hospital ainda nem começou a ser construído!!!
Ou seja, uma obra que beneficiaria milhares de utentes de várias ilhas, numa área essencial como a saúde, leva mais tempo a efectivar do que uma obra que beneficia o lazer de alguns, mesmo que à sombra de pseudo verbas que viriam de pseudo turistas em passagens inferiores a 24 horas, em pseudo cruzeiros...
Moral da história: salvo outras causas obscuras que nem consigo imaginar(?), as prioridades do nosso governo são no mínimo ridículas.

domingo, janeiro 18

ISTO JÁ FOI ASFALTO



Só no faial é que seria possível uma estrada asfaltada evoluir para uma estrada de terra batida!
Havia uma estrada regional no Faial, que ligava o Largo Jaime Melo ao Capelo e que era das mais belas da ilha, sendo conhecida pelo seu enquadramento florestal luxuriante e pelas extensas faixas coloridas de azáleas.
Havia no Faial uma estrada que era e é a única alternativa de ligação às freguesias do lado Sul da ilha, o que devia ser tido em conta em termos de protecção civil.
Havia no Faial uma estrada que para além da beleza paisagística florestal, dava também acesso às quedas de àgua do Salto, e ao parque de merendas da Falca e às lagoas artificiais
Havia porque já não há…aquilo não é uma estrada regional!
É degradante o estado de desprezo e abandono desta estrada, que outrora era de asfalto e chegou à ruína tal, que o mais fácil foi cobri-la com terra…

A estrada não perdeu importância, pelo contrário, continua a ser um importante eixo de ligação transversal da ilha, sobretudo em casos de catástrofes naturais…mas isso não parece interessar os governantes.
É difícil de aceitar mas é verdade, no Faial é inédito, uma estrada asfaltada evoluiu para canada de terra batida…
Bem hajam os governantes locais e regionais por tão digno e prestável serviço à comunidade!!!
Um bem haja especial para o Sr. Secretário Regional das obras publicas, para o Delegado de Obras Públicas do Faial e para o sr. Presidente da câmara da Horta.
Enquanto isso, multiplicam-se as vias rápidas m S. Miguel, com festas de inauguração cujo dinheiro daria pelo menos para o projecto desta.
É assim que os nossos governantes vêem o crescimento sustentado e equilibrado dos Açores.
Os governantes regionais, fazem obra onde dá votos, e os governantes locais abrem as pernas e não se impoêm para terem a confiança política dos tubarões!

DEFICIENTES



Não sei se já repararam que nos lugares de parqueamento automóvel, reservados a deficientes, estão invariávelmente veículos de alta cilindrada e topos de gama.
Até há uns anos atrás, dediquei-me a desenvolver um estudo sobre este fenómeno, que sistematicamente me irritava quando me dirigia aos centros comerciais.
A conclusão natural era de que no nosso país as deficiências só atingem a classe média/ alta, ou então mais credível, que devido ao viés de só os deficientes com posses económicas, frequentarem os centros comerciais, esse facto reflectisse o parque automóvel visionado nos lugares reservados.
Esta segunda hipótese pareceu-me bem e não recusava a existência de uma franca percentagem de deficientes que, por razões financeiras não frequentasse os centros comerciais, justificando assim a baixa incidência de Fiat Panda, Renault Twingo ou Ford Fiesta, nos lugares reservados.
Porém, recentemente alarguei e melhorei o estudo, incluindo também na amostra, os lugares reservados para deficientes nas grandes superfícies das nossas ilhas.
A indignação aumentou exponencialmente, com a introdução de uma nova variável no estudo. É que como o meio é pequeno, conhecemos uma parte significativa dos proprietários das viaturas automóveis.
Assim sendo, concluí que salvo raríssimas excepções, os veículos automóveis estacionados em lugar reservado a deficientes, não possui o dístico obrigatório que os habilita a tal ocupação.
Os proprietários de viaturas abusivamente estacionadas nos lugares reservados, na maior parte dos casos, não possui qualquer limitação de ordem física, sendo então questionável a sua integridade mental.
Assim sendo, e se são deficientes mentais (leia-se: condutor que estaciona abusivamente em lugar reservado a deficientes, sem possuir qualquer limitação) não estão habilitados a conduzir.
Há ainda a salientar a proliferação de uma subclasse de espertalhões onde se incluem aqueles que ao abrigo de uma qualquer limitação (que não tem) conseguem pagar menos impostos e ter todo o tipo de regalias.

terça-feira, dezembro 30

ESTATUTO DOS AÇORES

O Presidente da República, promulgou Estatuto dos Açores mas denuncia abertura de "precedente muito grave"
Para Cavaco Silva “a situação agora criada não mais poderá ser corrigida” e “introduz um precedente muito grave”. O Presidente recusa-se a aceitar que uma lei ordinária restrinja os seus poderes, previstos numa lei superior, a Constituição da República Portuguesa, e alerta para o facto de passar a ser mais difícil dissolver a Assembleia Regional do que a Assembleia da República.
Cavaco Silva colocou-se ao lado de muitos juristas, considerando “absurdo” que tenha de ouvir os diferentes partidos, o Governo regional e a própria Assembleia dos Açores no caso referido.
Por outro lado, a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas. Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.

Confirmo também a minha apreensão, sobretudo em relação a "um precedente grave". Imaginem lá se o Alberto João resolve fazer o mesmo?
Aliás, pergunto: se esta fosse a proposta de estatuto para a Madeira, estaria toda a gente do continente e em especial os deputados da assembleia da república, tão tranquilos e convictos?
Duvido.
E assim se constacta uma vez mais, que os valores partidários se sobrepoem aos interesses constitucionais.