sábado, julho 11

Palhaçada!!



António Raposo aposta na credibilidade do transporte marítimo
Correio dos Açores
A Atlanticoline pretende devolver a credibilidade dos açorianos nos transportes marítimos de passageiros. Quem o defende é o presidente do conselho de administração desta empresa, António Raposo...

sexta-feira, julho 10

Palhaçada!!!

Atlanticoline apresenta novo navio
Açoreano Oriental 2009-05-20
A Atlanticoline anunciou esta quarta-feira que fretou navio "Viking" para operar na Região durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro.
De acordo com comunicado da empresa, o navio encontra-se nos estaleiros de Dover, em Inglaterra, para a sua adaptação à operação nos portos da Região, estando previsto começar a navegar no dia 22 de Junho.



Viking só começa a navegar nos Açores a 11 de Julho
Açoriano Oriental 2009-06-16
A Atlânticoline só vai começar a operar nos Açores com o seu segundo navio, o Viking, no próximo dia 11 de Julho.
A justificação para a chegada mais tardia do navio são as "questões relacionadas com a intervenção que se afigura necessária à operação do navio Viking nos Açores, a qual está já a decorrer", informou a Atlânticoline em comunicado de imprensa.


Navio Viking apenas começa a operar a 13 de Julho
Açoriano Oriental 2009-07-07
A operação de transporte marítimo de passageiros entre as ilhas dos Açores sofreu mais um contratempo, tendo a Atlânticoline anunciado que o segundo navio apenas começará a operar a partir de segunda-feira, dois dias depois da data prevista.
O navio deveria ter começado a operar a 22 de Junho, mas a data foi impossível de cumprir devido à necessidade de realizar adaptações, surgindo agora um novo adiamento devido a um acidente que envolveu o piloto que deveria trazer o navio desde Liverpool para Ponta Delgada.


Viking em risco de não chegar aos Açores

Açoriano Oriental 2009-07-10
O Viking, o segundo navio com que a Atlânticoline pretendia operar nos Açores este Verão, pode nem vir este ano.
Em causa está uma fissura de 30 centímetros no tanque de combustível de longo curso, que passou despercebida às duas entidades internacionais que inspeccionaram o navio e só foi detectada quando se encheu o tanque para o navio fazer a viagem entre o porto inglês de Liverpool e Ponta Delgada.

sexta-feira, junho 5

Campanha Eleitoral


Ponta Delgada Capital?





Ponta Delgada Capital?
Estupefacção, Indignação, revolta, desprezo, desrespeito e uma imensidão de outros sentimentos me assaltaram quando sentado a bordo da SATA internacional, peguei na revista de bordo para saciar a saudade das ilhas, que já não via há um mês!
Alvos da minha fúria?
Uma jornalista(?) de nome Teresa Violante, o corpo redactorial da revista “Azorean Spirit” e claro a SATA.
Em plena revista “Azorean Spririt” ou seja o Espírito Açoriano, um atentado a esse mesmo espírito insular em detrimento do egocentrismo de sempre.
Neste magazine que deveria ser de promoção e exaltação insular, o espírito das ilhas é várias vezes subjugado ao erro (premeditado?) de considerar Ponta Delgada como “capital do arquipélago”, “centro da vida açoriana”.
A autora do texto, perde toda a credibilidade ao usar um conceito que anula na sua génese todo o espírito Açoriano…ou seja, Teresa Violante por certo não é Açoriana e não captou mínimamente o espírito que descreveu, sendo portanto um texto vazio, sem qualquer sentimento e verdade, apenas palavras bonitas.
Ou então Teresa Violante sendo insular, não merece o título de Açoriana e deve reduzir-se a caracterizar-se como tão simplesmente Micaelense.
O corpo redactorial da revista, ao permitir tamanho atentado, assume a mediocridade do seu pasquim, reduzindo-o a menos que panfleto publicitário rasca distribuído junto a semáforos e estacionamentos.
A barbaridade escrita e publicada está ao nível do egocentrismo americano que pensa que Portugal é uma das regiões de Espanha ou dos equívocos de quem não sabe em que continente fica Lisboa!
À SATA, o meu desprezo por:
Para além da revolução de horários de voos inter-ilhas, que canaliza ao máximo todo o tráfego para S. Miguel, por consonância e conveniência da SATA internacional e não dos utentes das “outras ilhas”…
Para além dos preços exorbitantes que pratica cá dentro em comparação com o charme que distribui na Madeira por exemplo…
Ainda usa material de propaganda vergonhosamente inverosímil e parcial!
E nós que ainda ficamos chateados por os continentais nem saberem quantas ilhas tem os Açores…se a própria transportadora regional fomenta e divulga estas ideias centralistas.
Acham que estou a exagerar e a ser bairrista? Acho que não. Eu próprio tenho calado certas injustiças por pensar que é coincidência, mas começo a acreditar na teoria da conspiração…senão vejam:
Alguma vez isto aconteceu ao contrário? Alguma vez viram escrito por engano “Horta capital dos Açores” ou “Angra do Heroísmo capital dos Açores”?

Biblioteca da Horta

Ainda sobre a Biblioteca e Arquivo da Horta continuo a achar discutível o sentido estético da adaptação do edifício, sobretudo a grande superfície de betão do canto, destoando completamente das superfícies “janeladas” do próprio edifício e de todo o complexo da igreja Matriz.
Além disso continuo também a achar discutível, ter-se hipotecado a hipótese de aproveitamento e adaptação da via pública, às custas do estrangulamento provocado pela quase invasão do edifício na chamada Rua do Sporting.
A Horta começa a ter sérios problemas de estacionamento e de trânsito, potenciados pela reduzida largura das ruas internas e pela falta de boas vias de escoamento de trânsito no sentido Leste-Oeste.
Neste contexto, a “Rua do Sporting” apresentava-se como uma boa (e talvez única) possibilidade de adaptação a principal via de derivação do trânsito do centro para a parte alta da cidade, assim como para aumentar o estacionamento.
A utilização milimétrica da volumetria do edifício veio inutilizar qualquer tentativa de “melhorar” os aspectos atrás descritos.
Mais um exemplo de medidas avulsas e ausência de planeamento urbanístico rigoroso e actualizado.

domingo, março 8

Notável...



"Uma forma que posso dizer...que está dentro daquilo que poderei chamar...como hei-de dizer...real"!
Ora nem mais: é notável a dificuldade de se classificar a javardice que constitui esta obra.

sábado, março 7

Porque não te calas??


Agora vem com a história de Eutanásia Hospitalar...
Já ando farto de ouvir este senhor...
Já cheira a falso e a politiquice de sacristia...
Já ninguém o leva a sério...
Já não há pachorra...
Espero que os jornalistas lhe dêem o devido valor...um cantinho junto aos anúncios de massagens e obituário...

O "lobbie" das fraldas

Esta fixação de Artur Lima nas fraldas já começa a cheirar mal.
Com tanto tema polémico, em especial na área da saúde, o líder do CDS-PP decretou guerra às fraldas…
Pelo menos três conferências de imprensa sobre o tema levantam algumas considerações:
- O Sr. Artur Lima aparece sempre com objectos enviados por utentes desconhecidos: ou é uma garrafa de àgua suja do hospital, ou é um pacote de fraldas supostamente já fora de circulação…começa a cheirar a que, é ele próprio que arranja tais adereços, sabe-se lá se “originais” ou “ arranjados”.
- Neste caso das fraldas, não me parece que a parte prejudicada seja o utente, ao contrário do que advoga o Sr. Deputado, mas sim algum “lobbie” farmacêutico.
Antes, havia liberdade total, e arranjinhos à brava, já que quando é prescrito uma embalagem de fraldas para incontinência, não é mencionada a marca e portanto esse pormenor ficava ao critério da farmácia, havendo preços muito díspares.
No caso de lares, hospitais, centros de saúde e outras instituições que compram grandes quantidades, sem preocupação com o custo (quem paga é o estado), havia comprovadamente arranjinhos entre as farmácias/representantes e essas instituições para que se comprasse as fraldas de maior margem de lucro para a farmácia.
Isto é sobretudo rentável nas ilhas pequenas onde existe apenas uma ou duas farmácias e portanto não há concorrência nem se descobrem as “carecas”.
Com o concurso para aquisição da mesma marca de fraldas para todo o arquipélago, acaba o “dom” da farmácia é que escolher, e portanto acabam os prémios de venda, as margens superiores de lucro e as negociatas de determinados representantes.
- Que se saiba, ainda nenhum utente se queixou das fraldas
Portanto os verdadeiros prejudicados são revendedores, farmácias e eventualmente conselhos de administração de Lares, Hospitais e Centros de Saúde.
- Que se saiba, não exercendo o Sr. Deputado Artur Lima nenhuma destas funções, porque insiste em que se anule o concurso?
- Será política de baixo nível, insultando e criticando ao abrigo do bem-estar dos utentes que nem se queixaram?
- Ou será que tem algum “amigo” com a “negociata” ameaçada?
Tanta insistência neste assunto das fraldas dá para desconfiar…

domingo, março 1

Ouvi dizer que...


Fernando Nascimento, ex-coordenador do Centro de Promoção da Reconstrução das zonas afectadas pelo sismo de 1998, e recentemente nomeado para presidir à nova Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, SA., iniciou o seu mandato com a compra de novos veículos para os membros do conselho de administração!
Ora cá está...não satisfeito com o “tacho” que lhe arranjaram depois do péssimo trabalho á frente do CPR, ainda trata de gastar os dinheiros públicos em benefício pessoal...

terça-feira, fevereiro 24

Impacto Ambiental


Arte ou Mamarracho?
Pouco de arquitectura e tudo de construção civil...
Volumetria desproporcionada e desadequada...
Formas e cor completamente desinseridas...
Aspecto aberrante em relação ao edifício raiz e ao contexto urbano...
Altera a sensação de paz e harmonia do "presépio" citadino...
Agride a vista...
...por consequência voto em "MAMARRACHO"

Biblioteca e Arquivo da Horta



A carência era tanta que os faialenses adoptaram a postura de “a cavalo dado não se olha o dente”!
Quero eu dizer que depois de tanto tempo e de tanta falta ter feito um espaço condigno, os faialenses rejubilaram com a nova biblioteca e arquivo.
Apesar dos efectivos benefícios e das inolvidáveis oportunidades culturais que este espaço trás, gostaria de lembrar alguns pontos:
- As antigas instalações da Biblioteca e Arquivo da Horta eram perfeitamente degradantes e impróprias, por isso este novo espaço não é uma dádiva do Governo...é uma obrigação!
- A necessidade deste espaço condigno na Horta foi manifesto há aproximadamente 20 anos. Entretanto foram já edificados centros culturais, restaurados teatros e inaugurados complexos multiusos por todas as ilhas, por isso este novo espaço não é uma bandeira do Governo...é a diminuição da injustiça!
- O projecto tem mais de 15 anos, as obras começaram há mais de 10 e só agora chegou ao fim! Nem portos, nem aeroportos, nem hospitais, nem vias rápidas, nem Portas do Mar levaram tanto tempo a construir!
O que se passou? Quantos milhões foram entretanto sendo previstos e desviados dos orçamentos dos governos? O projecto com mais de 15 anos, continua bem dimensionado e adequado às novas realidades e exigências sociais e tecnológicas dos Faialenses?
- É como digo, apesar da aparente aceitação (potenciada pela fome!) continuo a achar que este processo foi vergonhosamente mal conduzido: pela demora, pela injustiça do investimento desarmonioso nas várias ilhas e pela provável desactualização.
Sabe mal...sabe a migalha...sabe a gato por lebre!

sexta-feira, fevereiro 13

Carta da Saúde

A apresentação da carta da saúde prometida há vários anos, ainda não tem data definida.
A sua publicação segundo o titular da saúde, em declarações ao AO está, dependente do Plano Regional do sector. Um documento que deverá ser conhecido no segundo trimestre deste ano.
A carta da saúde visa garantir um maior rigor ao nível do investimento, assim como, nos recursos humanos, novas tecnologias, novos equipamentos e construção ou reabilitação de novas infra- estruturas.
Açoriano Oriental 11/02/2009

A Carta da Saúde elaborada por pessoas idónias não foi ainda sequer dada a conhecer porquê?
Será porque se comprova que a região gasta mal os seus recursos de saúde?
Será porque evidencia as recentes políticas de saúde erradas?
Será que põe a descoberto a ingerência do sector político na gestão racional dos recursos de saúde, devidamente fundamentada em normas clínicas e experiência nacional e internacional?
Ou será porque recomenda medidas de rigor, naturalmente impopulares e que o poder político prefere não tomar, desbaratando assim os dinheiros públicos em troca de apoio popular?

sexta-feira, fevereiro 6

COMEÇOU A CAMPANHA PARA AS AUTÁRQUICAS



São Miguel pode vir a contar com quatro cidades
Açoreano Oriental 2009-02-06

A ilha de São Miguel pode vir a contar com quatro cidades.Depois de Ponta Delgada e Ribeira Grande, é a vez de Vila Franca do Campo e Lagoa despoletarem os mecanismos legais para a sua elevação de vila a cidade.
A iniciativa conta já com apoio partidário...

segunda-feira, fevereiro 2

EXEMPLAR

ALABOTE



Hoje vou falar bem...para variar! eh eh
Já que o blog se chama Café Puro, e adoro esses locais de tertúlia, leitura ou simples meditação, dedicarei algum tempo com avaliações muito pessoais de espaços especiais ou simplesmente interessantes.
Começo por um que considero dos melhores do Arquipélago: Alabote.
Fui lá pela primeira vez em 1998, creio eu,...e fiquei fã.
Fica na Ribeira Grande, mesmo juntinho à praia e ao mar do Norte.
A arquitectura mistura o rústico da pedra basáltica, negra e bruta, com uma certa simplicidade nas formas cúbicas de betão, e com as grandes superfícies vidradas.
Gosto do bar sobretudo no Inverno, quando há pouca gente e mau tempo lá fora...pode-se inundar a alma com a imensa luz e com a fúria do mar, isto tudo aquecido por uma boa meia-de-leite quente.
Recomendo sobretudo ao pôr-do-sol...
O restaurante mantém um ar sofisticado e moderno, e ao mesmo tempo consegue inovar alguns pratos tradicionais sempre com "materiais" regionais e apresentações delicadas.

quarta-feira, janeiro 21

MUITO BEM DITO...



"...o histórico do caso da construção do novo Hospital de Angra do Heroísmo já é longo e não pode ser apagado - mesmo que seja essa a vontade de alguns - pelas expectativas criadas e porque não basta prometer e fazer, 10 anos depois, para que fique tudo bem. É conveniente, de vez em quando e resumidamente, relembrar tal percurso:
Julho de 1998: É identificado, em relatório, a precariedade, exiguidade e inadequação de alguns sectores do actual Hospital;
Setembro de 1998: PSD reivindica a construção de um novo Hospital na Ilha;
Agosto de 2000: é publicada uma Resolução do Conselho de Governo, que determina: “considerando que o Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo atingiu agora um estado de ameaça de ruptura, por falta de instalações adequadas ao eficaz funcionamento dos diversos serviços nos edifícios actualmente existentes”, e decide “iniciar o processo que levará à construção de um novo Hospital em Angra do Heroísmo”;
Agosto de 2001: é criado um Grupo de trabalho para iniciar o processo;
Abril de 2003: Presidente do Governo afirmou “estamos a preparar o concurso para a concepção e construção do novo Hospital de Angra do Heroísmo”;
Setembro de 2003: publicada nova Resolução do Conselho de Governo, através da qual se extingue o grupo de trabalho, criando-se nova comissão à qual competiria propor “no prazo de 60 dias, a localização definitiva do novo hospital” e “no prazo de 180 dias, as etapas e iniciativas necessárias à concretização da construção do novo hospital e a dimensão e a tipologia do equipamento a construir”. Mas já não estava a ser preparado tudo isto em Abril?!
Maio de 2005: é anunciado por Domingos Cunha que “ a construção do novo hospital vai arrancar na legislatura iniciada em 2004”;
Agosto de 2005: é anunciada a localização do Hospital. Os 60 dias transformaram-se em dois anos!!
Fevereiro de 2007: o Presidente do Governo apresenta, novamente, a calendarização: “(…) abertura de propostas prevista para 16 e 17 de Maio de 2007, avaliação e escolha do concorrente para negociações até Setembro, e, em 2008, o processo de negociação até Abril, a adjudicação e o início da obra no segundo semestre e a abertura do Hospital para o 4º trimestre de 2010.”
Julho de 2008: Domingos Cunha afirma: “As obras do novo Hospital de Angra do Heroísmo vão arrancar no final deste ano.”
Setembro de 2008: Sérgio Ávila garantiu que: “O processo (…) estará concluído em Dezembro, mês em que (…) se procederá à adjudicação da Obra (…)” e salientou que “(…)o Banco Europeu de Investimentos decidiu (…) considerar este investimento elegível nas propostas de financiamento apoiadas por aquela instituição.” Facto que enalteceu ao ”assegura(r) aos concorrentes o acesso a condições de financiamento vantajosas (…) e confirmar o rigor, qualidade e a sustentabilidade do processo de construção”.
Outubro de 2008: é anunciado o adiamento da entrega de propostas, embora o Governo Regional tenha garantido o prazo de início da construção. Não era para iniciar a obra no segundo semestre de 2008? Então, como garantem os prazos?!
Estamos em Janeiro e ainda nada de adjudicação. Segundo o Secretário, deve-se à crise. Os problemas encontrados pelas empresas, nas negociações com entidades bancárias, são muitos. Mas Sérgio Ávila não afirmou, em Setembro de 2008, maravilhas a este nível, aquando da visita do Banco Europeu de Investimento à Região?!
Mais palavras para quê?!"

Carla Bretão - A União - 19/01/2009

Só um recordatório pessoal: o custo das Portas do Mar foi sensívelmente igual ao do futuro Hospital de Angra (45 milhões de euros) e todo o processo teve início anos depois do que o do referido hospital...agora que estamos em 2009, as Portas do Mar estão de pé (às moscas) e o hospital ainda nem começou a ser construído!!!
Ou seja, uma obra que beneficiaria milhares de utentes de várias ilhas, numa área essencial como a saúde, leva mais tempo a efectivar do que uma obra que beneficia o lazer de alguns, mesmo que à sombra de pseudo verbas que viriam de pseudo turistas em passagens inferiores a 24 horas, em pseudo cruzeiros...
Moral da história: salvo outras causas obscuras que nem consigo imaginar(?), as prioridades do nosso governo são no mínimo ridículas.

domingo, janeiro 18

ISTO JÁ FOI ASFALTO



Só no faial é que seria possível uma estrada asfaltada evoluir para uma estrada de terra batida!
Havia uma estrada regional no Faial, que ligava o Largo Jaime Melo ao Capelo e que era das mais belas da ilha, sendo conhecida pelo seu enquadramento florestal luxuriante e pelas extensas faixas coloridas de azáleas.
Havia no Faial uma estrada que era e é a única alternativa de ligação às freguesias do lado Sul da ilha, o que devia ser tido em conta em termos de protecção civil.
Havia no Faial uma estrada que para além da beleza paisagística florestal, dava também acesso às quedas de àgua do Salto, e ao parque de merendas da Falca e às lagoas artificiais
Havia porque já não há…aquilo não é uma estrada regional!
É degradante o estado de desprezo e abandono desta estrada, que outrora era de asfalto e chegou à ruína tal, que o mais fácil foi cobri-la com terra…

A estrada não perdeu importância, pelo contrário, continua a ser um importante eixo de ligação transversal da ilha, sobretudo em casos de catástrofes naturais…mas isso não parece interessar os governantes.
É difícil de aceitar mas é verdade, no Faial é inédito, uma estrada asfaltada evoluiu para canada de terra batida…
Bem hajam os governantes locais e regionais por tão digno e prestável serviço à comunidade!!!
Um bem haja especial para o Sr. Secretário Regional das obras publicas, para o Delegado de Obras Públicas do Faial e para o sr. Presidente da câmara da Horta.
Enquanto isso, multiplicam-se as vias rápidas m S. Miguel, com festas de inauguração cujo dinheiro daria pelo menos para o projecto desta.
É assim que os nossos governantes vêem o crescimento sustentado e equilibrado dos Açores.
Os governantes regionais, fazem obra onde dá votos, e os governantes locais abrem as pernas e não se impoêm para terem a confiança política dos tubarões!

DEFICIENTES



Não sei se já repararam que nos lugares de parqueamento automóvel, reservados a deficientes, estão invariávelmente veículos de alta cilindrada e topos de gama.
Até há uns anos atrás, dediquei-me a desenvolver um estudo sobre este fenómeno, que sistematicamente me irritava quando me dirigia aos centros comerciais.
A conclusão natural era de que no nosso país as deficiências só atingem a classe média/ alta, ou então mais credível, que devido ao viés de só os deficientes com posses económicas, frequentarem os centros comerciais, esse facto reflectisse o parque automóvel visionado nos lugares reservados.
Esta segunda hipótese pareceu-me bem e não recusava a existência de uma franca percentagem de deficientes que, por razões financeiras não frequentasse os centros comerciais, justificando assim a baixa incidência de Fiat Panda, Renault Twingo ou Ford Fiesta, nos lugares reservados.
Porém, recentemente alarguei e melhorei o estudo, incluindo também na amostra, os lugares reservados para deficientes nas grandes superfícies das nossas ilhas.
A indignação aumentou exponencialmente, com a introdução de uma nova variável no estudo. É que como o meio é pequeno, conhecemos uma parte significativa dos proprietários das viaturas automóveis.
Assim sendo, concluí que salvo raríssimas excepções, os veículos automóveis estacionados em lugar reservado a deficientes, não possui o dístico obrigatório que os habilita a tal ocupação.
Os proprietários de viaturas abusivamente estacionadas nos lugares reservados, na maior parte dos casos, não possui qualquer limitação de ordem física, sendo então questionável a sua integridade mental.
Assim sendo, e se são deficientes mentais (leia-se: condutor que estaciona abusivamente em lugar reservado a deficientes, sem possuir qualquer limitação) não estão habilitados a conduzir.
Há ainda a salientar a proliferação de uma subclasse de espertalhões onde se incluem aqueles que ao abrigo de uma qualquer limitação (que não tem) conseguem pagar menos impostos e ter todo o tipo de regalias.

terça-feira, dezembro 30

ESTATUTO DOS AÇORES

O Presidente da República, promulgou Estatuto dos Açores mas denuncia abertura de "precedente muito grave"
Para Cavaco Silva “a situação agora criada não mais poderá ser corrigida” e “introduz um precedente muito grave”. O Presidente recusa-se a aceitar que uma lei ordinária restrinja os seus poderes, previstos numa lei superior, a Constituição da República Portuguesa, e alerta para o facto de passar a ser mais difícil dissolver a Assembleia Regional do que a Assembleia da República.
Cavaco Silva colocou-se ao lado de muitos juristas, considerando “absurdo” que tenha de ouvir os diferentes partidos, o Governo regional e a própria Assembleia dos Açores no caso referido.
Por outro lado, a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas. Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.

Confirmo também a minha apreensão, sobretudo em relação a "um precedente grave". Imaginem lá se o Alberto João resolve fazer o mesmo?
Aliás, pergunto: se esta fosse a proposta de estatuto para a Madeira, estaria toda a gente do continente e em especial os deputados da assembleia da república, tão tranquilos e convictos?
Duvido.
E assim se constacta uma vez mais, que os valores partidários se sobrepoem aos interesses constitucionais.

domingo, novembro 16

KIT AUTONÓMICO

Tenho diante de mim o Kit Autonómico dos Açores. Peço ao leitor que refreie a inveja, que é dos sentimentos mais feios que se pode ter, logo a seguir ao sportinguismo. Uma leitora amiga fez o favor de me enviar o kit, cuidando que eu gostaria de o possuir e de reflectir sobre ele. Tinha razão. Possuí-lo é uma honra, reflectir sobre ele é uma empreitada de tal monta que está fora do âmbito das minhas capacidades. Reflectir, como bem sabe quem me lê habitualmente, não é o meu forte. Também não será o forte de quem me lê habitualmente, caso contrário não o faria. Cogito moderadamente bem, raciocino sofrivelmente, mas sou fraco a reflectir – e o caso exige reflexão. Por sorte, o facto de não saber fazer qualquer coisa nunca me impediu de tentar.
Comecemos pelo princípio. Primeiro, a descrição do kit. À primeira vista, o kit é uma caixa de cartão azul-escura com as palavras «Governo dos Açores» impressas a branco. Há elegância, há sobriedade, há um paralelepipedismo que é discreto sem deixar de ser inovador, que é leal sem deixar de ser, à sua maneira, vigorosamente autonómico. Dentro da caixa, o tesouro inclui: uma bandeira dos Açores; um CD com o hino dos Açores, dois luxuosos autocolantes com a bandeira açoriana para colar em vidro; um folheto sobre as insígnias honoríficas açorianas e uma carta assinada pelo próprio presidente do Governo dos Açores, Carlos César. Sem desprimor para a bandeira, o hino e os autocolantes, a carta é o elemento mais interessante do kit. É certo que a bandeira tem características curiosas, como por exemplo o facto de ser fabricada em Lisboa. Que o símbolo da autonomia dos Açores seja importado do continente é divertido mas, apesar de tudo, corriqueiro. As bandeiras portuguesas com que sublimamos o nosso amor à pátria naquelas duas semanas que duram os eventos desportivos internacionais também são feitas na China. Mas é na carta que Carlos César explica que o Kit Autonómico (a expressão é dele) se destina a promover e fazer respeitar os símbolos dos Açores. Por isso, estes «elementos referenciadores» da vida colectiva regional chegarão a todos os lares açorianos. Eu sou um velho apreciador de elementos, e os meus predilectos são, por coincidência, os referenciadores. É por isso que olho para o Kit Autonómico com um misto de admiração e ciúme.
Admiração porque confesso que não sei como foi possível, para os açorianos, experimentar a autonomia ao longo dos anos sem este útil kit. Quem se sente açoriano, se não tiver a oportunidade de passar uma tarde a escutar o hino dos Açores enquanto contempla a bandeira regional, cola autocolantes e aprofunda os seus conhecimentos sobre as insígnias honoríficas que o Governo Regional costuma atribuir? Ninguém, creio.
Ciúme porque, enquanto continental, exijo um kit parecido. A minha continentalidade tem certamente símbolos que é justo e urgente promover e respeitar. E o meu lar não tem um único elemento referenciador. A crise mundial que espere: é tempo de investir em elementos referenciadores.


Ricardo Araújo Pereira
in Visão

sábado, novembro 1

sexta-feira, outubro 31

ÁGUA NEM VÊ-LA



Mais um regresso à Terceira e o mesmo sub-desenvolvimento de sempre!!!
Há já dois meses que água é coisa que não corre nas torneiras de casa, pelo menos em dois dias por semana.
Depois de ouvir o nosso presidente Carlos César apregoar ao som de trombetas, as maravilhas do seu governo, o paraíso que são os Açores e “QUE BOM QUE É SER AÇORIANO”…fico intrigado com esta falta de água!

sexta-feira, outubro 17

MAIS DO MESMO



O PS volta à carga no Faial.
Apresentou como grandes objectivos para a nova legislatura, obras completamente originais e nunca antes pensadas ou sequer orçamentadas:
O Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores
O Estádio Mário Lino
O Variante à cidade da Horta
O Clube Naval da Horta
O Porto da Horta
A ampliação da Pista do Aeroporto da Horta
É impressionante a falta de vergonha que estes senhores têm…porque se a têm, por certo que precisam de internamento urgente pois o Alzheimer progride.
Há seguramente 15 anos que legislatura após legislatura, estas obras emblemáticas são estandarte de propaganda política.
Há seguramente 15 anos que legislatura após legislatura elas entram e saem dos orçamentos regionais.
Há seguramente 15 anos que legislatura após legislatura os dinheiros a elas destinados são desviados…
Há seguramente 15 anos que legislatura após legislatura, seja PS ou PSD enganam os Faialenses…
Desde há 15 anos quantas vias rápidas, e marinas, e portas do mar, e centros culturais, e circulares, e departamentos universitários, foram construídos noutras ilhas?
E ainda tem o descaramento de NOVAMENTE as vir incluir como grandes objectivos para o Faial!!!
Mas também com os totós, lambe-botas e tachistas políticos que abundam na ilha é isto que podemos esperar…e não há solução! São todos iguais

quinta-feira, outubro 16

O CENTRO DO MUNDO!

"Há seis anos que Ponta Delgada é uma referência no complexo e dinâmico mundo da moda nacional e internacional (???). Um projecto ambicioso em crescendo, produzido e promovido pela Mag Events, de Margarida Neves Pereira. Estilistas nacionais e internacionais mobilizam para Ponta Delgada um vasto grupo de jornalistas que, anualmente, promovem os Açores como destino turístico em revistas e jornais da especialidade, associando o Glamour da Moda às belezas naturais ímpares do arquipélago."
in Correio dos Açores

Depois de Nova York e Paris...PDL é concerteza uma referência!!!
Senhores...deixemos de olhar para o umbigo próprio. Ponta é referência regional...como símbolo do desenvolvimento harmonioso do arquipélago e da coesão.
A manifestação dessa harmonia e coesão é que enquanto se gasta 35000 euros neste evento de orgulho e vaidade em Ponta Delgada (e de retorno duvidoso), Angra não tem água, Horta não tem circular e Corvo não tem transportes em condições (só para dar alguns exemplos).
AH e já agora...as crianças de Rabo de Peixe agradecem a vinda da Fátima Lopes!!!

MODA AÇORES

A realização da Moda Açores 2008 está na base e uma alegada contestação dos profissionais do comércio tradicional à gestão de Costa Martins, presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
Entre alguns comerciantes da baixa de ponta Delgada, do dito comércio tradicional, repetem-se as críticas à pujança do evento e aos gastos feitos “em tempo de crise” com “algo que não veio beneficiar em nada” o comércio tradicional.
Quanto ao cerne da crítica, esclarece Costa Martins que a Moda Açores “não é feita para o comércio local”(!!!), e tem duas grandes vertentes: “a primeira é a promoção turística dos Açores no exterior. A outra respeita às estilistas regionais e a oportunidade destas mostrarem as suas colecções. Os custos com a vinda dos modelos e da estilista foram de 35750 euros.
Ponto um: mais uma vez se hipoteca o nome Açores com um evento e gastos que beneficiam apenas S. Miguel!!! Que lhe chamem Moda Ponta Delgada ou S. Miguel Fashion ou o Raio que os Parta ainda vai agora Moda Açores? Quando nem sequer assistir ao evento os "Não Miquealenses" poderão, muito menos beneficiar “comercialmente” da situação.
Ponto dois, os grandes beneficiados são as elites sociais que inevitavelmente gravitam e parasitam gratuitamente à volta deste evento, procurando promoção pessoal, entre os quais está certamente o Sr. Presidente da Câmara do Comércio de Ponta Delgada, que provavelmente passará mais tempo em recepções do que à mesa de trabalho.
Os comerciantes da cidade pelos vistos foram muito pouco beneficiados…pelo menos quando comparado com 35750 euros!!!
Quem não tem dinheiro…não tem vícios.

sábado, outubro 11

QUEM FALA ASSIM...

Ainda durante a apresentação da lista de candidatos do Partido Socialista pelo Faial ás eleições regionais, Hélder Silva, secretário coordenador do PS/Faial sublinhou que “esta apresentação decorre com sobriedade e poupança dos dinheiros públicos porque o PS está preocupado com os gastos do dinheiro do povo”
Então e os 1,8 milhões de euros que orçamentam a campanha rosa?
Então e o KIT AUTONÓMICO?
Então e os milhões gastos nas festas de inauguração de obras do governo (só em S. Miguel claro)?
Meus senhores nada melhor do os actos para ilustrar o sentimento e profundidade das afirmações (vãs) da classe política…
É de rir…à gargalhada!!

GOVERNO-1...FAIAL-0

No Faial foi apresentada a lista dos candidatos do Partido Socialista daquela ilha, para as eleições legislativas regionais do próximo dia 19 de Outubro. Este acto não contou com a presença de Carlos César, o que vem claramente comprovar o que já se sabia: Fernando Menezes (cabeça de lista) é uma nulidade política e não tem qualquer protagonismo na cena regional!!!
Carlos César gosta e precisa disto.
Já não bastava a afronta política durante a visita do Presidente da República, quando Carlos César entendeu alterar o protocolo, colocando-se acima do Presidente da Assembleia Regional (Fernando Menezes)…
Agora, César nem se digna comparecer e apoiar a candidatura do cabeça de lista faialense (mas correu a apoiar o cabeça de lista do Corvo)…
É que César é esperto e sabe que Fernando Menezes é um totó político, sem personalidade de líder e com receio de perder o tacho!
Por isso mesmo é que Fernando Menezes interessa a Carlos César…porque não tem qualquer protagonismo na cena regional e não afronta o líder!!!
Mas se os Faialenses gostam…assim terão!!!



É POR ISTO...


…que está na hora deste senhor ir para a rua!

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Costa Martins, recusou o "cenário alarmista" criado pelo estudo da ANPME, por entender que a situação nos Açores é de "perfeita normalidade". "Sempre houve atrasos nos salários, com crises ou sem crises anunciadas. O que temos de analisar é se a situação é excepcional ou dentro da normalidade e para mim a situação está dentro da normalidade", afirmou Costa Martins, ao defender que as linhas de crédito criadas pelo Governo da República para as pequenas e médias empresas também se devem estender ao arquipélago.

Ora cá está o típico tachista, que em vez de se preocupar e procurar saber junto dos empresários que devia defender, as verdadeiras dimensões do fenómeno, prefere colar-se ao Governo e dar mais umas lambidelas…não muitas pois concerteza que mais logo deve ter algum jantar/evento!!!
O Governo agradece que não se faça barulho…(com algum cargo político relevante quando sair da Câmara do Comércio!!!).


LÁPIS AFIADO


MAIS CONTRA INFORMAÇÃO


O Governo açoriano rejeitou a existência de mais de duas mil empresas com salários em atrasos no arquipélago, argumentando que os dados oficiais (Oficiais de quem?) indicam apenas a ocorrência de 118 casos em 2007.

Para o director regional do Trabalho e Qualificação Profissional, Rui Bettencourt, os dados recolhidos pelo Sistema de Indicadores de Alerta (SAI) nos Açores apontam para uma "total normalidade no pagamento de salários" nos últimos anos no arquipélago.Segundo o director regional, em 2000 a taxa de pagamento de salários aos trabalhadores açorianos era de 97,9 por cento e em 2007 situava-se nos 96,2 por cento, números que considerou atestarem a situação de normalidade vivida no tecido empresarial regional.Com base nos quadros de pessoal declarados pelas empresas no último ano, o director regional adiantou que o ganho médio por trabalhador nos Açores foi de 863,89 euros, a que equivale a mais 6,8 por cento face a 2006 (808,21 euros).Rui Bettencourt disse ainda que perante o fecho de 24 empresas no último ano nos Açores surgiram 283 novas.

Mais manipulação de informação…mais números maravilhosos do Governo para dar uma imagem de que está tudo controlado…
Afinal em que ficamos? São 118 ou 2100 empresas? Até parecem os números das greves em que para os sindicatos a adesão é sempre de 80% e para o Governo é invariavelmente 20%...
Mas voltando aos Açores…tudo está bem e isto aqui é o paraíso!!!




REGIÃO TEM 2182 EMPRESAS COM SALÁRIOS EM ATRASO



Um estudo recente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME) revela que existem em Portugal 30 mil empresas que não pagam, pelo menos há dois meses, aos seus trabalhadores, sendo que 2.182 estão localizadas nos Açores!!!

CONTRA INFORMAÇÃO



Água para consumo melhorou face a 2006.
No dia seguinte á publicação do relatório do Instituto Regulador da Água e do Resíduo (não controlado pelo Governo Regional, diga-se), em que é claro que: "os Açores são a região do país com maior incumprimento dos pârametros da qualidade da água", o nosso Governo Regional vem garantir em nota do Gabinete de Apoio á Comunicação Social, que “o valor médio de análises de análises que violam os valores paramétricos na região decresceu de 6,61% em 2006 para 5,96% em 2007, o que mostra uma sensível melhoria.”
Ora cá está a principal arma do governo Açoriano: controlo e manipulação da informação. Como os tempos da censura oficial já estão "demodé", contorna-se a situação abafando e subjugando todas as fontes internas de notícias desfavoráveis…e quanto aos órgãos nacionais e internacionais, que os tentáculos do Governo não conseguem calar, são desvalorizados e a informação manipulada.
O Governo há-de sempre ter outros números ou estudos (cuja fonte e credibilidade ninguém sabe), ou simplesmente apresentar a tese do coitadinho, que estamos para aqui isolados e que os números são falsos, injustos ou desajustados da realidade insular.
Portanto a àgua para consumo nos Açores é das piores do país, mas o que interessa é que melhorámos(?) em relação ao ano anterior (a sério?)...talvez daqui a 100 anos continuemos a melhorar...

Açores não cumprem parâmetros na qualidade da água



Os Açores são a região do país que apresentam os maiores incumprimentos dos diferentes parâmetros para avaliação da qualidade da água, revela o relatório anual do instituto regulador do sector relativo a 2007.

Na região autónoma, 22,01 por cento das análises feitas no concelho da Calheta (ilha de São Jorge) apresentam valores que não cumprem os parâmetros previstos por lei para o consumo humano. A seguir, estão os municípios de Laje das Flores (17,51) e Nordeste (14,27), indiciando um problema de qualidade no abastecimento de água que se reflecte noutras ilhas do arquipélago.No relatório, os maiores incumprimentos da frequência mínima de amostragem - número mínimo de análises - verificaram-se nos parâmetros do controlo de inspecção, designadamente os referentes a poluentes orgânicos e metais.
Por outro lado, a violação dos parâmetros microbiológicos está relacionada principalmente com a insuficiência ou ausência de desinfecção, questões relacionadas com o pH, ferro, manganésio e arsénio.
Outra questão que motiva a violação dos parâmetros é o excesso de alumínio, uma situação relacionada com a operação das estações de tratamento.Alumínio, manganésio e arsénio…será que isto pode ter a ver com a elevada taxa de doenças cancerígenas que as ilhas apresentam?

quarta-feira, outubro 8

OUVI DIZER QUE...

A Câmara de Angra só está à espera de passarem as eleições do próximo dia 19 de Outubro, para aumentar os períodos de restrição hídrica...
Ou seja, após as promessas de um mundo melhor, virão 3 ou 4 dias por semana sem água!!!
Grande manobra eleitoral...

domingo, outubro 5

QUEM FALA ASSIM...

«É o meu último mandato», diz Carlos César
O presidente do Governo Regional dos Açores afirma, em entrevista ao SOL, que este será o seu último mandato e que nada o fará mudar de opinião. Excepto se o Estatuto dos Açores não entrar em vigor até às eleições regionais de 19 de Outubro.
Em que é que ficamos Sr. Presidente?
Dia 19 está à porta e estatuto nem vê-lo...então fica ou vai?
Ainda há palavra?

sábado, outubro 4

CHEGAR E QUERER VOLTAR



O tanto que a vida me faz viajar, proporciona-me a agradável possibilidade de ter “cantinho” em várias ilhas do arquipélago e no continente.
Vem isto a propósito de que, de cada vez que chego a casa, seja em Lisboa, Porto, Pico, S. Miguel, Terceira ou Faial, sinto sempre o agradável conforto do lar.
Porém, a minha última chegada à Terceira foi deveras catastrófica e digna de terceiro mundismo. É certo que estava informado de que neste ano, a chuva caiu nos outros concelhos da região mas em Angra do Heroísmo não(!!!)…razão pela qual os serviços municipalizados se viram na contingência de cortar o abastecimento de água, de forma bissemanal!
Ainda como atenuante há o facto da minha vida nómada, me ter retirado da Terceira nas últimas semanas, se bem que mantendo as informações locais actualizadas...
Também é certo que às primeiras chuvas de Outono, os serviços responsáveis tiraram a guilhotina do pescoço e alarvemente apregoaram o fim das restrições, cantando louros na resolução do problema…
Mas eis que chego à Terceira no voo da noite, desinstalo as malas num canto da casa, ligo a televisão, visto os calções e vou à casa de banho libertar os líquidos acumulados na viagem. Puxo o autoclismo e nada…
Estupefacto corri ao contador, pensando que talvez o tivesse deixado fechado…mas não.
Segundo as informações de amigos, os cortes já teriam acabado, mas mesmo que assim não fosse, segundo o calendário de parede na dispensa, não era Terça nem Quinta…portanto não seria dia de abstinência…
Ainda perguntei aos vizinhos que confirmaram…ninguém sabe porquê mas desde as 20 horas que não há água no bairro!!!
Fiquei preocupado pois estava quase na hora do bebé comer e era preciso água para fazer o biberon.
Logo por azar, não sei porque dei ouvidos às autoridades e não armazenei nem uma pinga do líquido…além disso já era tarde, as mercearias e o modelo já estavam fechados.
Bom meus amigos…só consegui resolver o problema com uma garrafa de água mineral, comprada na loja de conveniência de uma bomba de gasolina.
Quando se apregoa a qualidade de vida nos Açores…
Quando falta um bem tão básico como a água, enquanto se gastam milhares em promoção turística da Região…
Quando não temos água para alimentar o nosso filho, devido à incompetência de outros…
É caso para querer sair já destas ilhas…

sábado, setembro 20

REGRESSO

Após as férias, voltamos à tertúlia de café...onde a maldicência é gratuita mas pura, assim como o café!!